terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sindicato de ladrões



Quem é que não assistiu Sindicato de ladrões do diretor Elia Kazan? Foi filmado quando eu era menino mas, assim que eu me tornei adolescente o ví ganhar vários Oscars vibrando com o desempenho de Terry Maloy (Marlon Brando)que era grande como boxeador mas pequeno demnais para entrar na gang de Johnny Friendly(Lee J. Cobb), e a mocinha Eddie Doyle(Eva Marie Saint).
Foi assim que na minha juventude passei a assistir todo tipo de ladrão de casaca e roubos elegantes como os de Arsene Lupin. Mas a ladroeira não fazia sucesso só no cinema mas também no futebol. E foi assim que conheci João Havelange da CBD. Ele agora já está com 95 anos e era presidente de honra do COI – Comitê Olímpico Internacional até ontem quando renunciou ao posto.
                                                               O mundo era dele!

Há seis meses estava sendo investigado pela Comissão de Ética da entidade em função da acusação de ter recebido propina da ISL, antiga parceira da FIFA. O processo, que vem sendo abafado pela entidade mater do futebol mundial desde 2009 na justiça suíça, envolve também os presidentes da Confederação Africana de Futebol e da Federação Internacional de Atletismo.
O contexto do seu isolamento não podia deixar de ser político. É que o presidente da FIFA Joseph Blatter entrou em conflito com seu afilhado Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e pressionou o antigo aliado mas padrinho daquele. Havelange renunciou para evitar o constrangimento de uma possível expulsão e até o reconhecimento público de que se corrompeu.
                                 Seu afilhado Ricardo Teixeira só vive tentando se esconder!

Agora, pelo regulamento esdrúxulo e corporativista do COI ele não pode mais ser citado no processo e o resultado da investigação não poderá mais ser divulgado. Ou seja, em outras palavras, o dirigente escapou mais uma vez da “justiça dos homens”.
Mas com tudo isso ainda teve a cara de pau de comparecer ao FOOTECON para ser chamado por um dos dirigentes da mesa, o treinador Carlos Alberto Parreira, de “o maior dirigente esportivo que o mundo conheceu”. É realmente o cúmulo do puxa-saquismo. Imagino quanto foi investido por aquelas entidades para a realização deste evento.
                                Olhem ai os antigos mafiosos Joseph Blatter e João Havelange!

A verdade é que Havelange é um dos dirigentes mais longevos do futebol mundial tendo roubado a bessa, mas sobrevivido a uma série de crises, continuado no posto e ainda fazendo seus sucessores. Durante décadas foi o dirigente máximo da CBD e mandava e desmandava. Conta-se que as “reuniões” da confederação eram só pra constar pois era Havelange quem decidia tudo. Na verdade as reuniões eram só pra distribuir as tarefas que Havelange antes havia decidido. Tipo,”o senhor vai fazer isso, o senhor aquilo...” No entanto a imprensa noticiava que
- Depois de uma acalorada discussão, a diretoria da CBD resolveu adotar as seguintes medidas...
Em 1966 porém, após a derrota humilhante da seleção brasileira, que não conseguiu passar das oitavas de final da Copa do Mundo as coisas pareciam que iam mudar. O Brasil só tinha ganhado da Bulgária por dois a zero e logo depois perdia da Hungria (1 X 3) e de Portugal com Euzébio e tudo (1 X 3) tendo direito ainda a um frangaço do goleiro Manga do Botafogo.
                               Ih, agora vai ficar só Ricardo Teixeira como o rei dos ladrões!

Aqueles que nas reuniões ficavam mudos e obedientes passaram a criticar a seleção imaginando que podia acabar caindo alguma coisa em suas mãos com a iminente queda de Havelange. Pouca gente esperava a delegação no aeroporto e Feola o técnico desembarcou em Curitiba. Quando o dirigente máximo da CBF chegou ao Galeão a situação ainda foi pior com apenas seis amigos no saguão embora houvesse um montão de jornalistas.
No outro dia compareceu a um programa de TV e na abertura o repórter perguntou:
- O Brasil todo, neste instante, espera que o senhor aponte os responsáveis pelo fracasso da seleção.
Ao que Havelange respondeu com arrogância:
- Só existe um responsável, eu, João Havelange.
                                                   Oi Terry e Eddie namorando no Tororó!

E prosseguiu justificando que foi ele quem escolhera os auxiliares, determinara as diretrizes e completou afirmando que:
- Esta é a satisfação que tenho de dar ao povo brasileiro. Mas prestar contas, com todos os detalhes indispensáveis, só posso fazê-lo à Assembleia da CBD, que é composta dos presidentes das federações estaduais. Vou reuni-la e colocar o cargo que exerço à sua disposição.
E não é que convocou mesmo a tal assembleia? Na ocasião, fez um relatório franco e...foi reeleito por unanimidade, após o que dispensou os serviços de todos os que haviam criticado a seleção, e por extensão a ele.

·         Agradeço as informações do livro Futebol, paixão & catimba de Osório Vilas Boas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Só se vê na Bahia

        
                                                                                 Tudo isso com certeza só se vê
                                                                                 só se vê na Bahia.
                                                                                                             Roberto Mendes

O certame baiano de 1967 foi um dos mais disputados da história, dentro e fora de campo. Desde a sua criação o Bahia nunca tinha levado tanto tempo sem levar o caneco o qual não vencia há cinco anos. E foram alguns dirigentes e técnicos que decidiram o título naquele ano. Osório era presidente do tricolor, Ney Ferreira o do Vitória, o Galícia era dirigido por Aurélio Viana e Raul Boulhosa e o presidente da FBF era Carlos Alberto de Andrade.
Naquele ano o azulino estava com tudo e além de ganhar com folga o primeiro turno partia célere pra “papar” também o segundo deixando o campeonato sem jogos decisivos pela primeira vez há muitos anos. O seu último jogo, porém seria com o Bahia de Feira no qual o esquadrão esperava que tirasse pontos preciosos para garantir pelo menos a decisão do segundo turno. Tanto foi assim que Osório deu um “bicho” de duzentos cruzeiros aos jogadores.
                                         Eliana Calmon devia olhar também essses juízes!

Mas os feirenses acharam uma fórmula de ficar com o dinheiro e agradar o azulino. O Galícia perdeu o jogo mas o técnico Cuiuba botou um jogador irregular dando condição do time da colônia espanhola ganhar os pontos. Coisas da Bahia. Constatada a irregularidade o Galícia entrou com protesto na FBF.
Mas Osório mediu bem as coisas e decidiu jogar merda no ventilador. Sabendo que o Galícia não se encontrava em boa situação financeira conversou com o advogado do tricolor e arranjou dois protestos contra jogadores do Galícia. Saltava aos olhos que o Bahia não tinha a menor chance mas a ação suspendia o certame e era isso que ele queria.
                                           E olhem que não existia nem Ricardo Teixeira!

No dia em que entrou com os protestos Osório procurou o presidente Carlos Alberto de Andrade:
- Eu vou até o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, mas não vou perder o campeonato! Não assim, roubado desse jeito!
E aí foi uma confusão só. Ao invés das rádios e jornais discutirem futebol e a boa fase do Galícia o papo era de advogados, de quem estaria ou não estaria legal. Entrava dia, saía dia e a decisão de quem era o campeão de 67 era protelada. Foi quando o presidente da federação, articulado ou não pelo presidente tricolor, acendeu uma vela a Deus e outra ao Diabo.
                                                Ah o tempo do Balbininho não volta mais!

Procurou Osório na Assembleia Legislativa e de lá telefonou para Raul Boulhosa dizendo-lhe que não podia declarar ninguém campeão pois havia protestos dos dois lados. Mais do que isso, insinuou a possibilidade de um acordo:
- É bom você armar uma fórmula com o próprio Osório, que o considera muito.
Osório afirmou depois que o telefonema foi dado em sua frente. E que alguns minutos depois o dirigente galiciano marcou um encontro à noite na sede da FBF com a presença do próprio Carlos Alberto. Da reunião resultou um “protocolo” cumprido à risca:
-Os contendores retirariam os protestos e o turno seria decidido entre os dois clubes. Caso houvesse uma decisão do campeonato a mesma seria através de uma melhor de três.
                                                         Foi no tempo da tropicália!

Todos concordaram com essa mudança das regras do jogo e o tricolor acabou vencendo o segundo turno partindo para a tal “melhor de três” tão comum no futebol baiano. O Bahia ganhou a primeira de dois a um mas, estranhamente, perdeu a segunda de quatro a dois. A final foi marcada para uma quinta feira à noite e me lembro de que eu mesmo a assisti da geral do antigo estádio que só tinha um anel.
Osório se lembra do diálogo que teve com o técnico Paulo Amaral por causa do ataque do time que considerava fraco. Preocupa-se especialmente com a defesa azulino onde havia conhecidos “espanadores” como Hélio “Nylon”. Na oportunidade o careca lhe disse:
- Osório, com um juiz baiano, nós vamos perder.   
                                              Esse aparecia por aqui de vez em quando!

Aí o presidente tricolor articulou mais outro de seus planos. Procurou o presidente Aurélio Viana do azulino e lhe propôs o seguinte:
- Aurélio, com este resultado de 4 X 2 com que vocês nos lavaram não haverá boa renda na decisiva. Precisamos de uma atração.
- Qual a atração?
- Vamos contratar Armando Marques como juiz.
- Mas ele quer três milhões.
- E daí? Armandinho traz público. Nós dividimos a despesa.
                                     O problema é que também eram tempos de ditadura!

Aí o dirigente galiciano concordou. O estádio lotou, afinal a torcida tricolor não iria perder um jogo onde seu time poderia ser campeão, e ainda veio a torcida rubro negra, atraída pela possibilidade da derrota do esquadrão. Osório só mandou o time a campo quando o juiz-estrela entrou para que visse a ovação da torcida tricolor amplamente majoritária nas arquibancadas. Dizem que o time do Galícia medrou por não estar acostumado com essas coisas.
O jogo transcorreu de acordo com o plano. O rigoroso árbitro não permitiu o jogo violento e o ataque tricolor pode cavar mais lances perigosos. Paulo Amaral tomou cuidados especiais com a defesa que dificultaram a produção do ataque do Galícia. O primeiro tempo foi zero a zero mas com a supremacia do azulino. A coisa continuou no segundo tempo, e, embora sem grande produtividade, o Galícia tomava a iniciativa e o Bahia ia aos contra ataques.
                                                            Raul ainda estava aqui!

Lá pelo meio do segundo tempo cruzaram a bola e o avante tricolor China fez um gol de cabeça. A partir daí foi “bola no mato que é jogo de campeonato”. Mas o tempo passava e o azulino não se entregava. Passavam dos quarenta e já se registravam tentativas de invasão do campo da parte dos tricolores. Foi quando o estrelismo de Armando Marques mostrou que mais uma vez Osório tinha acertado.
É que a zaga tricolor, que tinha aguentado o ataque galiciano o jogo todo, resolveu engrossar no final e deu uma falta escandalosa dentro da área. Pênalti claro que poderia mudar o resultado da partida. No entanto Armandinho fez vistas grossas mandando todo mundo que era anti-Bahia embora. Até eu saí mais cedo. Aquela era demais. Depois eu soube que o juiz disse na rádio que “não iria atrapalhar a festa do Bahia”.
·         Agradeço as informações do livro Futebol, paixão e Catimba.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O empréstimo


O empréstimo é um conto que faz parte de uma antologia do nosso grande escritor Machado de Assis. A história gira em torno de um honesto tabelião que recebe uma proposta inusitada emprestar cinco mil reis a um conhecido para montar um grande negócio. Mas como o mesmo se fez de rogado este começou a diminuir o pedido e quanto mais o fazia mais a situação constrangia seu interlocutor. No final da história o abusado saiu apenas com cinco mil reis...o suficiente para um lauto jantar!
Mas não é só na literatura que essas coisas acontecem, no futebol baiano também. Só que o jantar foi outro! No ano de 1970 o anel superior do Estádio da Fonte Nova estava sendo construído. Pra não deixar de realizar o campeonato baiano o jeito foi voltar a jogar no antigo Campo da Graça. Deve ter sido seguramente um dos piores certames já realizados. A disputa desde 1963 era um equilíbrio só. Em 63 ganhou o Fluminense de Feira de Santana, em 64 e 65 o Vitória, em 66 deu Leônico na cabeça, em 67 o Bahia, 68 o Galícia e em 69 de novo o Fluminense.

O campeonato havia sido interiorizado desde 67 e não era brincadeira para os clubes da capital jogarem nos verdadeiros alçapões do interior. De forma que mesmo naquele ano dois clubes diferentes ganharam os turnos, Bahia e Itabuna. Osório Vilas Boas conta em seu livro como foram as finais.
A final seria em dois jogos, um lá e outro cá e, em Itabuna, esperava-se as mesmas dificuldades dos outros jogos. Brigas, pancadarias, pressões de todos os tipos, juiz caseiro, etc. Enquanto Osório pensava em uma alternativa pra tudo isso eis que aparece em sua casa às sete e meia da matina o presidente da FBF, Carlos Alberto de Andrade, que trabalhava no gabinete do prefeito.   
 
        Foi no tempo em que se viajava pra Itabuna em diligência!

   
- Fiquei surpreso com a visita, desde que o Carlinhos só me procurava em casa as dez ou onze horas da noite. Eu disse “vá entrando” e ele não se perdeu em parolagens, em conversa cumprida. Falou:
- Osório, eu preciso de vinte mil cruzeiros para pagar uma letra da Federação, já vencida, e irá para o cartório de Protestos amanhã.
- Engraçado. Você está com este problema e eu com outro: isto de o Bahia jogar em Itabuna nas circunstancias atuais.   
- Eu resolvo.
                                                                  Ói quem era o prefeito!

Então Osório emprestou dinheiro do tricolor, tendo o presidente da FBF dado a garantia de uma nota promissória correspondente a quantia emprestada.
- Fiquei feliz quando ele saiu. Mas ao meio dia todas as resenhas esportivas das rádios anunciavam que uma caravana de esportistas e políticos de Itabuna tinham obtido uma audiência com o prefeito para que interviesse no sentido de se garantir um jogo na cidade.
                                                    O pessoal saía cheio de grana!

E aí, como Osório sabia da sua disponibilidade no gabinete decidiu procura-lo falando com toda a franqueza.
- Olhe aqui Carlinhos, se vire! De modo algum o Bahia jogará em Itabuna.
- Deixe comigo. AS partida será adiada sine die. Fique tranquilo.
                                                           Ainda nem tinha o BNDES!

Resultado, quando o pessoal de Itabuna estava reunido com o prefeito este convocou o presidente da Federação ao seu gabinete dizendo:
- Você vai marcar o jogo em Itabuna no domingo. Entendido?
Mas a resposta de Carlos Alberto Andrade surpreendeu a autoridade:
- Não vou marcar coisa nenhuma! Se a Prefeitura é aqui, a Federação é lá em São Pedro, e seu presidente sou eu. Aqui sou apenas funcionário. Os casos concernentes à Federação eu decido é lá...
                                                   Foi aí que Osório conheceu ACM!

- Eu estou dando uma ordem!
- Sabe de uma coisa senhor prefeito? O Bahia não vai jogar em Itabuna agora e não sei mesmo quando irá!
Aí o prefeito não aguentou mais e explodiu:>
- Suma da minha vista, agora!

                                           O futebol baiano "era" a casa da mãe Joana!

Desta vez Carlos Alberto atendeu a ordem saindo prontamente da sala. No dia seguinte perdia a disponibilidade no gabinete do prefeito retornando à repartição de origem.
Bendito empréstimo. Por vinte mil reis o Bahia jogou as finais em Salvador e jantou fácil o título. Na primeira deu de três a zero no Itabuna, e na segunda foi ainda pior: seis a zero.

·         Agradeço as informações do livro Futebol, paixão & catimba e do site Releituras.com.

sábado, 19 de novembro de 2011

Crepúsculo

                                  
A palavra crepúsculo quer dizer muita coisa. Está na astronomia, no tarô, no clima, nas estações, e em todas elas em suas vertentes matutina e vespertina. Na verdade é um momento de transição, onde nem é bem dia, nem é bem noite, quando surge e desaparece o astro rei.
Mas o crepúsculo ficou famoso não por ser um fenômeno da natureza mas por ser a saga escrita por Stephanie Meyer e adaptada para o cinema vampiresco. Já nem sei mais as quantas estamos, pois é público jovem certo. Agora está enchendo os cinemas Amanhecer – parte I e os fãs terão que esperar pois a parte II só vai pras telas em novembro de 2012.
             
                                                 Só os namoros que não parecem os baianos!

O diretor é Bill Condon e as estrelas são o casal Edward (Robert Pattinson), o vampiro, e Bella (Kristen Stewart), fazendo o papel da mocinha. Fizeram o que puderam pra melhorar o roteiro da escritora mas o filme continua com uma série de clichês e breguices. Desta vez até o Brasil apareceu no roteiro com os protagonistas passando a lua de mel no Rio de Janeiro.
Mas o que os apreciadores da série não sabem é que a escritora se inspirou em muita coisa na Bahia. Em 1958, por exemplo, dois dos maiores dirigentes vampiros do nosso futebol armavam jogadas para chupar sangue. O Galícia recuperava-se no futebol baiano. Havia sido campeão do Torneio Início no ano anterior e neste ano abria o certame começando bem abiscoitando o vice.
                                          Mas os vampiros baianos são regados a dinheiro!

Mas no certame estadual o azulino tinha que se embater com as fortes representações da dupla BA-VI. O rubro negro, campeão do ano anterior, e o tricolor, que tinha vindo de uma excursão á Europa, iria viver páginas gloriosas de sua história nestes tempos. Em uma das importantes partidas jogadas contra o esquadrão o clube da colônia espanhola iria estrear o ponta esquerda Eliezer dotado de um chute fortíssimo.
A transferência, porém, não chegava, preocupando os dirigentes do azulino. Só no último dia da semana antes do jogo é que o tal telegrama da CBD chegou à federação baiana autorizando a transferência do atleta.  Eliezer jogou e foi a estrela da partida vencida pelo Galícia por dois a zero, com ambos os gols anotados pelo ponteiro. O resultado voltou a equilibrar o campeonato colocando os três clubes na disputa pelo turno.
                                      A visita deles atraiu todos os vampiros pra Bahia!

No entanto, vários dias depois, chegou outro telegrama da CBD autorizando “de novo” a transferência do jogador, e sem fazer a menor referência ao anterior. Os olheiros do Bahia na FBF reagiram na mesma hora telefonando pra Osório para lhe informar do estranho acontecimento. O dirigente então percebeu que debaixo daquele angu tinha caroço.
Após uma investigação nos documentos os vampiros tricolores concluíram que o primeiro telegrama não tinha a redação habitual da funcionária, Dona Marina, da CBD. Consultados os vampiros advogados esses disseram que a possibilidade da anulação do jogo era mínima pois já havia expirado o prazo para protesto.
                            Haviam bolsas de sangue em toda esquina de Salvador nessa época!

O vampiro-mor Osório Vilas Boas, entretanto, estava com uma espinha atravessada na garganta pois havia bancado o bobo. O dirigente então mandou seu irmão ao Rio, não para passar a lua de mel, mas pra pegar certidões sobre a autenticidade dos documentos junto à CBD e a Western. A fraude havia sido caracterizada, com os vampiros galicianos forjado o documento.
O caso chegou aos jornais ocasionando grande celeuma. Mas o Vitória, concorrente ao título com a derrota do tricolor, estrilou na hora. Na ocasião o vampiro Ney Ferreira chegou a afirmar que:
- Vai correr sangue na federação! O Vitória não pode ser esbulhado.
                                     Não era fácil o vampiro Edward passear na Rua Chile!

Quando o processo chegou aos tribunais a situação chegou ás raias do drama deixando fichinha o filme Amanhecer. Na ocasião todos os vampiros apareceram pra ver o julgamento de seus pares. O bacharel Renato Reis defendeu o recurso tricolor mas a coação de Ney Ferreira pesou na balança, sendo responsável pelo escore de quatro a três pra dupla Vi-Gal contra o Bahia.
Aí rolou recurso para o STJD e foi tudo diferente. Quem defendeu o Bahia foi o próprio irmão do vampiro Osório, dando de goleada, sete a zero pro tricolor. Mesmo com os prazos esgotados para recurso o superior tribunal abriu uma “exceção” e deu ganho de causa pro esquadrão dos vampiros. Não disse que isso inspirou Stephanie Meyer?

·         Agradeço ao livro de Osório Futebol, paixão & Catimba.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A PROFISSÃO MAIS ANTIGA DO MUNDO

              
   
Dizem que a profissão mais antiga do mundo é a de prostituta, mas isso não se vê na Bahia. Aqui, o prazer dos torcedores é contar histórias de malandragens no futebol. E hoje nós vamos contar uma dessas que houve na Fonte Nova. No longínquo ano de 1955 o campeonato baiano do ano anterior estava mais atrasado do que de costume.
O Vitória havia sido campeão de 1953 mas naquele ano Botafogo, Bahia e Vitória haviam cada um ganho um turno sendo necessário um turno extra para decidir o campeão. A disputa foi uma das mais renhidas da história da Fonte Nova. O tricolor tinha Marito, Carlito e Isaltino e o rubro negro, mesmo tendo saído seu ídolo Quarentinha contava com Pinguela, Matos e Alencar.
                                                 Esperando os jogadores no túnel!

Mas o bambambã do pedaço era mesmo o Botafogo que, entre outros, tinha jogadores como o fenomenal Zague (que depois brilhou no Corinthians e no México), o zagueiro Nelinho, o goleiro Leça, e ainda o ponta Lamarona. E na primeira partida os diabos rubros já praticamente despachavam o leão vencendo incontestavelmente por dois a um com gols de Roliço e Lamarona, só conseguindo o rubro negro marcar graças a um gol contra de Nelinho.
Mas uma grande surpresa ocorreu logo no meu aniversário de seis anos, quando o tricolor bateu o verdadeiro escrete que o alvirrubro havia formado por três a um. A derrota foi bastante estranha não se entendendo o grande ataque com que contava em campo. E o negócio ficou ainda mais de se desconfiar quando o Vitória ganhou do Bahia, e em pleno Dia do Trabalhador, deixando tudo empatado de novo. Tudo levava a crer que estávamos perante as marmeladas habituais para esticar a decisão para o último momento à custa de enganar os torcedores.
                                                   Pô, mais aí é discriminação!

O segundo turno começou em oito de maio com nova vitória dos diabos rubros sobre os leões, dois a zero, mostrando que este não era adversário, e marcando Roliço outra vez e Zague.  Todos os olhares se voltaram então para Bahia x Botafogo, uma verdadeira decisão antecipada que poderia deixar o clássico do domingo seguinte sem função.
Mas, apesar do verdadeiro tiroteio sobre as duas metas o placar não conseguiu ser movimentado, mantendo o interesse no BA-VI. Durante muito tempo meu pai falou desse jogo, que decidiria quem iria disputar uma decisão contra o Botafogo. Mas o leão mostrou que não era páreo este ano, caindo por dois a zero, com gols feitos pelo meia Naninho.
                                                  Os diabos rubros pediram a morte!

A grande decisão foi fulminante no domingo seguinte. Desta vez não deu para as famosas “melhor de três”. Ora, depois de dois meses jogando um turno extra o público já estava se cansando de tanta decisão. Os jornais tratavam o alvi rubro como virtual campeão. O ex-presidente do Bahia, Osório Vilas Boas, trata desse jogo no seu livro Futebol, paixão & catimba que trata das malandragens feitas por ele no futebol baiano.
Ali confessa que o Botafogo dispunha de um plantel de melhor qualidade. Após pesar a situação da equipe para o jogo decisivo chegou á conclusão que suas condições físicas eram deploráveis e que os jogadores “eram uns farristas de marca maior”. Decidiram então concentrar o time na pensão de Dona Anita na Ilha de Itaparica pagando vinte mil reis por dia. Para piorar a história tinha havido uma briga no plantel tricolor entre o goleiro Osvaldo Baliza e o meia Naninho por motivo fútil.
                                   Alex, se fosse Osório o leão subia na base da mala branca!

O clima tinha que ser mudado pro tricolor ter alguma chance na partida e não deu outra coisa. Osório então procurou os dois jogadores e contornou o incidente. Mas, quando voltou pra cidade um conselheiro lhe procurou para dizer que soube que o goleiro do Bahia havia sido comprado pelo Botafogo. Verdade ou não era o fim da picada e a diretoria do Bahia ficou em pânico!
Na manhã do domingo Osório reuniu o elenco e deu um golpe de mestre. Colocou as cartas na mesa:
- Chegou ao nosso conhecimento que um de vocês se vendeu. Eu não acredito, mas estou com a pulga na orelha. Se desconfiar jogo para que a torcida o estraçalhe e numa situação dessas não haverá crime.
                                            Não tem quem ganhe de Joseph Blatter da FIFA!

Conta que,
- fiquei olhando o goleiro Osvaldo Baliza para sentir a sua reação. E o Osvaldo tranquilo, sem demonstrar qualquer nervosismo.
E o dirigente se preocupou ainda mais quando o mesmo conselheiro revelou que a confirmação da venda do jogador seria a batida de mão na trave por duas vezes. E, quando o time entrou em campo não deu outra coisa, com Osvaldo chegando no arco e dando as duas batidinhas.
                                                    Na Bahia fazem até propaganda!

Mas a malandragem de Osório havia dado certo. Tivesse havido ou não alguma coisa o certo é que Osvaldo foi a grande figura de uma partida equilibrada, onde o tricolor se superou e o goleiro pegou até pensamento sendo responsável pela vitória por dois a zero, com gols de Carlito e do próprio enraivado Naninho. Contra malandragem, malandragem e meia.

·         Agradeço ao site RSSSF Brasil e, postumamente, a Osório Vilas Boas em seu livro Futebol, paixão e catimba.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Salvador e a Arca de Noé

                              
         Nau navegando na Avenida Bonocô!


Conta o Livro do Genesis, em seus capítulos VI e IX, que Deus um dia se encheu com a perversidade humana e resolveu destruir o mundo que Ele tinha feito. Só salvou a cara de Noé, que segundo Ele, seria o "únco homem justo" do planeta, lhe mandando construir uma arca. Era um grande navio com lugar pra muita gente e até Deus sucumbiu ao nepotismo, autorizando a que Noé trouxesse sua esposa e seus filhos (com as respectivas mulheres) e um casal de todos os seres vivos do mundo.

Não deve ter sido brincadeira reunir toda essa bicharada. Será que Noé fez tudo isso sozinho ou chamou seus filhos? E como será que ele fez pra trazer os tubarões e baleias? A biblia não conta que tinha aquários na arca por isso pode ser que não foram exatamente TODOS os animais que ele trouxe. E, já que tinha de trazer um casal de cada espécie, como será que conseguiram diferenciar a barata macho da barata fêmea?

                            Piratas na Avenida Tancredo Neves!


Será que Deus não deu nem uma caminhonete pra trazer os bichos? Como é que misturou aranhas, girafas e macacos? Será que vieram pacificamente os rinocerantes e leões? Quantas viagens eles fizeram pra trazer tudo isso? Afinal, só darwin estudou centenas de espécies, e hoje passam de centenas de milhares! E olhem que deve ter sido dificil desapartar as brigas ou outras coisas que certamente rolavam entre os casais da arca.

Conta-se que o diluvio que Deus mandou sobre a Terra foi feio. Durou quarenta dias e quarenta noites e não deixou pedra sob pedra. Ele foi obrigado a recuar mandando parar a chuvarada. Aí Noé e sua arca foram parar no alto do monte Ararat e teve que mandar um pombo pra ver se tinha passado a chuva. Sacanagem de Noé pois o pombo teve que voar uma semana pra achar um lugar seco pra pousar.

              O pessoal estava pegando tubarão no Comércio!


Mas por pior que fosse o dilúvio duvido que tenha sido pior do que o que se abateu sobre Salvador na semana passada. Foi realmente o fim dos fins da picada! E sem arca certa pro pessoal se abrigar. Será que os soteropolitanos são mais perversos que o povo no tempo de Abraaõ? Será que estamos irremediávelmente perdidos?

Não teve lugar pra se esconder. Seja na Sussuarana, Pituba, Itaigara, Pernambués ou Nazaré o negócio era chuva. Choveu tanto que a "defesa civil" mandou o pessoal ficar em casa(sic!). Até lá em casa á coisa engrossou fazendo com que entupíssemos as janelas com panos pra aguentar e enguiçando o computador. Só o prefeito João Henrique não passou por isso pois se mandou pra Brasília.

            Teve gente que se escondeu nos edifícios da Vitória!


Não teve um só canal que não transbordasse. O Vale do Canela e o Bonocô ficaram de dar dó. E só se passsava no Comércio nadando. Carro nessas horas não serviu pra nada. Era comum passarem boiando por baixo do meu apartamento. Ainda bem que não constuiram a tal ponte pra Itaparica pois senão já tinha sido encoberta. Quanto à Fonte Nova, que é a justificativa pra esse blog existir, ficou debaixo dagua.

Os baianos passaram da noite pro dia a chamar Noé, pelo menos é parecido com o "não é" quando viram as coisas desabando.Quanto aos demais filhos do herói da bíblia ninguém soube pronunciar, pois falar em Sham, Ham e Japheth ninguém merece!


                   
                              O próprio Cara apareceu na Paralela!


Os baianos só não morreram como aqueles do Genesis pois são protegidos também por outros livros e não só os da Igreja Católica. Se bem que teve gente no Cabula pensando em construir a tal arca. Aliás, como no ano que vem tem eleições pra prefeito, se espera que apareça um político propondo como grande saída para o diluvio que enfrentamos anualmente que se construa uma arca.

Soube que até a Câmara Municipal está pensando na questão. Só que os critérios são bem diferentes daqueles de Deus. O homem justo é o prefeito e nem tem conversa. Mas ao invés de sua esposa(nem tem mais!) e seus filhos e mulheres, vai se aumentar a arca pra caber vereadores e secretários com suas famílias.
A oposição já prepara um projeto de mega arca, que ficaria permanentemente ancorada na Baía de Todos os Santos, colocando nela os eleitores de cada vereador e os financiadores das suas campanhas assim como suas famílias.


                     
                   Se encontrava de tudo na avenida Juracy Magalhães!


Que animais que nada. Se Salvador chegar até 2012, será uma excelente ocasião pra se livrar dos ratos, cobras, baratas e do mosquito da dengue. A PM vai ficar na porta pra que não entre nenhum, e, se possível, também os inimigos políticos do prefeito.

Mas a essa altura o povo já está reclamando da bíblia. Afinal, alí diz que só foram 40 dias e que depois até Deus recuou quando viu o sufoco de Noé. O que dizem é que Ele se esqueceu do calendário. Swerá que tudo isso é culpa da Bahia ter entrado no horário de verão?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Contágio


                               
A ficção científica continua a todo vapor. E é nos EUA onde tem o seu maior público e onde Hollywood mistura duas receitas que deram certo na bilheteria, esse gênero com o filme catástrofe. A Warner Bros está lançando um deles: Contágio, dirigido por Steven Soderbergh, e que trata de um vírus transmissível pelo ar que se dissemina rapidamente virando uma epidemia.  
Tem todos os ingredientes que costumam agradar a quem gosta de histórias surrealistas e ficar apavorado, pânico, efeitos especiais, terror, tragédia, entre outros menos votados. Do elenco só conheci o Matt Damon, pois como vocês sabem nem precisa de atores decentes pra vender o gênero. Só pra não dizer que não citei estão lá os desconhecidos Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Judy Law e Marlon Cotillard.
                                                           Não pode isso pega!

O primeiro vírus é transmitido através de um aperto de mãos em uma viagem de negócios. O resto todo mundo já sabe, tosse, febre, convulsões, hemorragia cerebral e morte. O filme não explica bem a incrível velocidade com que o vírus se espalha a não ser se o debitarmos ás intenções do roteiro. Mas não se preocupem pois o final foi copiado da Bahia embora, todo mundo sabe, que só tem cientistas nos EUA.
Em 1970 estávamos em um dos períodos mais sombrios da ditadura militar mas o Brasil ganhava a Copa do Mundo no México. E foi esse quadro de euforia que permitiu que se completasse a transição para a organização do Campeonato Brasileiro que começaria no ano seguinte.
                                           Praga da ministra Eliana Calmon também pega!

Nesse ano seria realizada a última edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, com 17 participantes, o maior de sua história. Tanto é assim que foram divididos em duas chaves, ou séries como depois ficariam conhecidas as próprias divisões do certame pra Rede Globo, que adquiria os direitos de transmissão, esconder esse negócio de Segundona e Terceirona que não fica bem!
Mas apesar de ter tantos clubes apenas dois estados eram de fora do eixo Sul-Sudeste, Bahia e Pernambuco, que estavam representados pelo EC Bahia e pelo Santa Cruz FC. A disputa entre baianos e pernambucanos é histórica e em todos os terrenos, e contagiou o futebol. Mas esse ano a influência de um sobre o outro iria penetrar até pela saúde esportiva.
                                                      O virus matava pra cachorro!

A CBD escalou o jogo entre os dois na primeira rodada, 20 de setembro, pra começar o certame embora tenha sido aí que o vírus pegou. Dizem que foi no aperto de mãos dos jogadores pra escolher quem dava a saída e o campo de jogo. A partida foi no Estádio do Arruda e, mesmo com muita luta dos contendores, terminou com o empate em um gol. Três dias depois o tricolor estreava na Fonte Nova mas amargando novo empate, desta vez sem gols, contra o Atlético Mineiro. E era o galo que levaria novo vírus para Pernambuco, onde jogaria quatro dias depois com o time coral, registrando-se mais um empate (1 X 1).
Esse negócio de vírus espalhado tão rápido é só em filme pois na Bahia as coisas são mais devagar. Basta ver que, apesar da tosse o esquadrão de aço entrou bem no mês de outubro, ganhando da Ponte Preta (2 X 1) e do São Paulo (1 X 0). Mas enquanto isso em Recife o negócio já estava na base da febre, foi por isso que o Santa continuou empatando, agora com a Ponte em um gol. Mas logo o tricolor caiu também de febre, e isso foi quando saiu pra enfrentar o Atlético Paranaense perdendo de um a zero e levando o vírus para aquelas paragens.
                                                          Vai ver que pegou Lula!

Em meados do mês o Santa empatava com os paranaenses em um gol e pedia em casa pro Fluminense (0 X 1). Enquanto isso o tricolor baiano, que tinha arranjado forças pra vencer o pó de arroz na Fonte Nova (1 X 0) empatava ali mesmo com o Internacional injetando o vírus nos gaúchos.
Só no dia 21 de outubro é que o clube coral ganhou alguém, do estropiado clube colorado gaúcho que já tinha metade do time com febre. Mas os cariocas estavam sãos da Silva e alguns dias depois o Vasco da gama foi a Recife pra enfiar três a zero, mas...pegou o vírus! Tanto é que veio pra Bahia e, com os dois times caindo em campo, não saíram do zero a zero.
Parecia brincadeira a situação. E foi nas vésperas do Dia dos Finados (vigem santa!) que o esquadrão perdeu em casa pro Grêmio que só começava a sentir os efeitos do vírus. Mas seus jogadores já saíram tossindo de Salvador pra empatarem com o clube coral (1 X 1) passando mal no hotel em Recife. A partir desse dia o contágio comia solto. A Ponte tomou de seis do Fluminense, e, logo depois, foi a vez do Atlético Paranaense tomar de cinco do Grêmio ocorrendo inclusive convulsões nos jogadores.
                                                  Não era brincadeira o danado!

Estávamos no mês de novembro e, foi com os jogadores do Bahia caindo pelas tabelas que o América veio á fonte do futebol pra conseguir arrancar um empate sem gols. Mas não deixou de levar seu virusinho não conseguindo repetir o resultado em recife onde caiu por dois a um.
Em meados do mês os médicos norte-americano haviam chegado ao Brasil pra tentar debelar a epidemia ou pandemia como eles dizem. Vocês sabem que só lá nos EUA tem médicos e foi assim, á base dos remédios, que o Bahia ganhou do doente Flamengo na Fonte Nova, mas pelo escore mínimo. E continuou sua recuperação no fim do mês ao ganhar do Corinthians por três a dois. Mas em Recife a coisa continuava feia com o Santa empatando com os mosqueteiros sem gols e perdendo do Cruzeiro (1 X 2).
                                          Também que mandou botar tanta pimenta?

No mês de dezembro os médicos americanos acharam de dar alta aos pacientes baianos e foram para Pernambuco salvar o Santa Cruz. Qual, imaginem que o estropiado Santos, chegou aqui e aplicou cinco a um no “recuperado” tricolor, com, direito a três gols de Picolé, um de Pelé e outro de Edu, marcando Sanfillipo para o Bahia. A desgraceira continuou logo depois quando o Botafogo também veio na ladeira da Fonte das Pedras pra enfiar quatro a zero no esquadrão.
Os médicos norte-americanos lenharam com os baianos mas salvaram o Santa Cruz que pelo menos conseguiu encerrar o certame condignamente ganhando do poderoso santos por um a zero. Na classificação final o que deu pra rir deu pra chorar pois o vírus sobrou pros dois, ambos ficando em sexto lugar nos seus grupos. Mas ninguém, podia tirar onda pois era sexto lugar com apenas oito clubes. Ah vírus desgraçado. E vai assistir ao filme o mesmo número de pessoas que iam às partidas daquele ano.

·         Agradeço aos sites Cinema 10 e RSSF Brasil.