sábado, 9 de junho de 2012

A melhor notícia do mundo!


Ontem o planeta teve a sua melhor notícia. E olhem que não foi a explosão que se diz que deu origem ao universo pois é veementemente negada pelas religiões e criacionistas. Nem a suspensão da guerra civil na Síria. Ou muito menos a marcação da data do julgamento do mensalão pelo STJ. É que o glorioso E.C.Vitória entrou no G 4 da Segundona do Brasileirão. Isso não acontecia há cinco anos.
Descemos em 2010 e desde então não passamos nem uma rodada entre os quatro que subiriam. Aliás minto, nesse ano isso ocorreu num sábado, quando o meu rubro negro ganhou sabe-se lá de quem, mas no domingo foi ultrapassado, por sabe-se lá de outro e voltamos para o purgatório.  
                                                        Pô o leão está comendo a bola!

Há dois anos tínhamos virado o time dos “quase”. Quase ganhamos a Copa do Brasil numa histórica decisão contra o Santos de Neymar e Cia. Perdemos lá no galinheiro de Vila Belmiro por dois a zero e vencemos no Barradão por dois a um. E olhem que o juiz deixou de marcar um pênalti cometido pela defesa do peixe. O resultado é que fomos vices, e passei o desprazer de ver Robinho, Ganso e Neymar comemorarem o caneco na nossa casa.
Depois daí tudo desandou. É bem verdade que a diretoria demorou pra contratar jogadores e técnicos pensando que o elenco estava “em cima”. Mas num campeonato por pontos corridos a coisa foi outra e fomos ficando por baixo. Quando chegou o último técnico, o delegado Antônio Lopes, a coisa estava mal a Bessa, faltando apenas nove jogos e o leão na zona de rebaixamento.
                                                            Vai subir de elevador!

Houve uma grande campanha pro Vitória não descer. Com exceção dos habituais azarões do Bahia todo mundo torcia para o Vitória não cair, ainda mais que o tricolor estava bem cotado para subir e ficariam dois clubes baianos na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Quando Lopes chegou não faltavam muitos pontos pra ficarmos na elite, ganhando 15 pontos dava. Eram cinco partidas fora e quatro dentro de casa. As de fora eram o fim da picada, Santos, Guarany, Internacional e outros bichos, e as daqui duríssimas, terminando com Corinthians e Atlético Goianiense.
A diretoria prometeu pagar prêmios e o diabo e o time passou a jogar melhor, mas...não ganhava de ninguém. Foi aí que descobri a importância dos três pontos. Conseguimos empatar sem gols às duras penas com o peixe no Pacaembu. Em Campinas e Porto Alegre o leão chegou a abrir o placar mas aconteceram coisas do arco da velha, daquelas que só existem com o Vitória. Tomamos até gol olímpico.
                                          No segundo tempo o time se enroscou todo!

A torcida lotou o Barradão nos quatro jogos finais. Nos dois últimos então não cabia de tanta gente. O Corinthians chegou com Ronaldo e tudo e olhem que botou pra quebrar nos primeiros vinte minutos onde podia ter enfiado uns três gols mas só fez um. O Vitória foi salvo pelo gongo, ou melhor pela contusão de Ronaldo e aí mudou tudo. Empatou, botou os alvinegros do parque São Jorge na roda e só não ganhou porque o juiz deu a maior patriotada deixando de marcar um pênalti clamoroso, uma agressão do goleiro em nosso atacante Adailton.
O resultado é que fomos pro último jogo precisando vencer o Atlético Goianiense. Não parecia ser uma tarefa difícil. O time era do nosso tope mas sabem como é os esquemas defensivos de Lopes...Primeiro se estuda o adversário, depois se vai ao ataque com cuidado, e, quando se perde o “cuidado” já se está no intervalo e atrás no placar. Aí vem o segundo tempo e o delegado só substitui aos 15 e aos 30 minutos, mesmo assim quando a torcida já entrou no desespero.
                                           Realmente, é duro a falta da Primeira Divisão!

Passamos todas essas aflições e mais contra os goianos. E olhem que eles não vieram pra se defender, pelo contrário. Enquanto Lopes estudava o Atlético chegou umas duas vezes na cara do gol, e mais duas quando “atacava com cuidado”. Graças a Deus a bola não entrou. O que eu sei é que só aos 30 do segundo tempo o Vitória foi jogar alguma coisa e entraram Junior e Ramon pra mudar a cara da partida. Mas aí já era tarde.
Bem que Ramon sofreu um pênalti e Junior fez um gol de bicicleta, mas o juiz ignorou a primeira falta e marcou uma inexistente no segundo lance. Fiquei paralisado na cadeira quando esse cara de pau apitou terminando com o jogo e nossa chance de ficar na Primeira Divisão. Nunca foi tão duro subir a rampa do Barradão em um dia em que “quase” ficamos na Primeira Divisão.
                               Era um sofrimento, acendíamos lanternas, e, no final, nada...

No ano passado foi só sufoco, não ganhamos nem no jogo de damas. O campeonato baiano parecia uma barbada, estávamos muitos pontos á frente quando começaram as semi finais. As partidas que pareciam difíceis eram as contra o Bahia, mas ganhamos logo em Pituaçu e podíamos até perder no Barradão, o que acabou ocorrendo.
Depois daí nunca um pentacampeonato foi mais fácil, principalmente quando o Vitória empatou em Feira de Santana com o genérico. Bastava um empate no Barradão e quando Giovanni abriu o placar de falta a torcida comemorou o campeonato. Mas qual, Lopes mandou o time todo recuar e tome-lhe sufoco fazendo o primeiro tempo terminar empatado. Pensam que o time se corrigiu? Nada!
O time continuou jogando do meio de campo pra traz e Viafra, que já vinha mal há um bom tempo, acabou por entregar o ouro definitivamente num chute despretensioso de João Neto. Não adiantou ir pra frente, fazer as substituições habituais, que não teve santo que evitasse o desastre que forçou aos jornais a mudar até a manchete preparada para a comemoração do penta do leão.
                                                                O negócio era fogo!

Por incrível que pareça Lopes ainda foi preservado no clube só caindo mesmo quando do começo desastrado na Segundona. Mais uma vez o Vitória passou por vários técnicos, perdeu um monte de pontos bestas, e, quando Wagner Benazzi assumiu como “especialista em Segunda Divisão”, mesmo conseguindo reagir no final, morremos na praia perdendo a classificação por apenas um ponto para o Sport.
O que foi bom este ano foi começar a montar um time desde o início. O ruim mesmo foi tropeçar de novo no técnico, contratando o anacrônico Toninho Cerezo. Este, acostumado a ganhar os tubos no Japão, só fez m... quando treinou ultimamente no Brasil. Já tinha desgraçado com o Guarany e o Sport, e não contente com isso, quis arrombar também o Vitória. O cara transformou o clube em laboratório inventando a valer e perdendo todos os pontos possíveis imaginando que tiraria a diferença na fase final.
                                               Não havia muqueca que passasse a dor!

Como no tempo em que ficou fora não leu uma linha do que se passava na Bahia não sabia que 80% dos títulos são conseguidos só administrando a vantagem conseguida antes da fase final. Não deu outra coisa! Nosso arqui adversário, que não ganhava nada há onze anos, botou o time pra frente na primeira fase e na segunda jogou lá atrás. Quase não ia pra final eliminado pelo Feirense mas acabou conseguindo um gol milagroso aos 43 minutos do segundo tempo.
Na decisão contra o Vitória jogou todo atrás no Barradão e Marcelo Lomba, que jogava pra renovar contrato, conseguiu um empate sem gols. Não contava com a subida de produção do Vitória que, nesse meio tempo, eliminou o poderoso Botafogo na Copa do Brasil. O resultado é que o rubro negro foi pra cima e só não levou a taça porque o goleiro Douglas resolveu dar um presente de Dia das Mães aos tricolores tomando dois frangos e enterrando definitivamente o sonho do leão ganhar alguma coisa.
                                      Não é brincadeira de CQC não, o Vitória está no G 4!

Para começar a Segundona o Vitória só contratou o bom meia do Náutico Eduardo Ramos, mas começou bem, ganhando (no finalzinho) do Barueri. Logo depois, porém, foi eliminado da Copa do Brasil, vergonhosamente, pelo Curitiba, e apanhou do Criciúma. Essas derrotas, assim como a perda do título, abalaram mais uma vez a nossa grande mas sofrida torcida que não compareceu a goleada que aplicamos no Ipatinga, e no empate que arrancamos do líder América de Natal no finalzinho.
O jogo de ontem teve sabor especial. Continuávamos com desfalques e jogávamos num alçapão. O Vitória como sempre fez dois tempos irregulares. No primeiro tempo alternou boas jogadas ofensivas com falhas da defesa, e no segundo só fez se defender. Mas temos que dar o braço a torcer ao técnico Carpegiani. O cara mandou treinar faltas e não é que foram elas que decidiram o jogo?
                                                          Isso é coisa de Douglas!

Não sei o que está acontecendo com o Neto Baiano até as faltas estão entrando. Depois de tomar um gol de impedimento (mas também de pixotada da defesa) foi a vez de Uéliton cobrar outra falta com o goleiro dando rebote pra Tartá marcar. Parece que essa onda maluca de não descer para acompanhar o jogo e dirigir o Vitória e a Seleção do Paraguai vai funcionar. Só não sei até quando!
 Eu sei que só foram jogadas cinco rodadas. Que a defesa de meu time não inspira confiança, que não temos alas nem goleiro. Que ganhamos o Boa Esporte ontem no sufoco jogando todo mundo atrás pra garantir o resultado. E olhem lá que foi em Varginha, o lugar do ET. Mas vocês podem entender o que a colocação em terceiro lugar representa pra nós rubro negros.
                                                  Mas tem que ficar de olho aberto!

Pô, até terça feira ninguém pode nos tirar do G 4. São quatro dias, noventa e seis horas de felicidade, pelo menos até o jogo contra o Guarany. Tomara que tenhamos chegado pra ficar. Será que podemos “administrar” até o final? “Só” faltam trinta e três rodadas. Uns cinquenta e seis pontos. Não tem torcedor do Vitória que não seja chegado a uma maquininha. Foi o que nos sobrou nesses dois anos. Mas a contar pelo sufoco que eu e meu vizinho passamos no segundo tempo de ontem só deus mesmo é que vai fazer agente ficar vivos até dezembro. Quem viver verá a maior noticia do mundo, o leão de Primeira!

domingo, 3 de junho de 2012

Aviso aos navegantes

                                        Será que estamos subindo?Mas sem esta má companhia! 

Esta semana fui acometido de uma dor na coluna que não desejo a ninguém. Já tinha ido a quatro ortopedistas e feito várias sessões de fisioterapia e necas de pitibiribas. Doía até quando respirava e eles só me recomendavam “paciência”, dizendo que “dor na coluna é assim, demora”.
Foi aí que pedi a Dr. Jose San Martim para ele arranjar qualquer coisa pra me aliviar de forma a que eu pudesse ver a estreia do Vitória na Segundona lá no Barradão. Só havia um probleminha, é que ele é torcedor do arquirrival. Mas, mesmo assim, não se fez de rogado e me passou uma “bomba”, chamado Beta Trinta, e, foi assim, com injeção na bunda e tudo, que a dor foi embora. 
                                            A defesa do leão é que ainda está fraca!

Mas, vocês sabem, como bom torcedor do Bahia, a coisa acabou ficando no meio termo. Passou a dor (não sei até quando) mas não pude ir ao estádio ver o meu Vitorinha pois ainda me sinto muito cansado. E o pior é que perdi o meu companheiro de todas as horas no Barradão, o meu vizinho Carlos Bride. Tendo que assistir à partida na solidão de minha sala, sem nem poder gritar pela janela os gols do leão.
Liguei rádio e TV ao mesmo tempo bem antes, de forma a que, na hora do jogo, já sabia que o Ipatinga é um desses times que está se armando na “boca” do Brasileirão. Se o Barueri contratou 13 os mineiros trouxeram quinze. Oba, mais um time desentrosado pra pegar! Ainda mais que os jogadores estão com salários atrasados. Pensei com meus botões que João Neto (ex-Bahia de Feira) deve ter se arrependido de trocar o rubro negro pelo Ipatingão.
                                                       Caiu no Barradão é ferro!

Olhei para o banco e nada do Carpa que preferiu voltar para as cabines deixando seu filho e Ricardo Silva no banco e na borda do gramado. O time era quase o mesmo da derrota contra o Criciúma, que afastou uma parte da torcida do estádio, com a volta de Michel e a substituição do seis (Saci) pelo meia dúzia (Mansur).
O leão começou arrasador aproveitando-se da péssima defesa desarrumada do Ipatinga. Aos quatro minutos Eduardo Ramos deixou Marquinhos de cara para fazer o primeiro gol. E aos nove, a defesa não consegue sair com a bola que é roubada por Tartá que foi entrando, entrando, e só parou nas redes dos mineiros. O que é que se faz com dois a zero no placar? Saldo para garantir os primeiros lugares, certo? Errado, pois com o leão tudo é diferente, recuando pra viver de contra ataques.
                                     Será que esse ano o leão vai tirara a venda dos olhos?

A tática de chamar o Ipatinga pro nosso campo não foi nada boa, especialmente que nossos contra ataques tem a rapidez de uma tartaruga. Eduardo Ramos continuou “comendo” a bola mas o, a essa altura, Ipatinguinha, passou a explorar as pontas que são “guarnecidas” pelos nossos laterais Gabriel e Mansur.
O primeiro não é do ramo e, aliás, continua jogando mais de zagueiro do que marcando quem vem pela esquerda. E o segundo é regular no ataque mas pior na defesa. Assim, aproveitando as avenidas Mansur e Gabriel os mineiros penetravam e tiveram mesmo umas duas chances, podiam até ter empatado a partida num lance de troca de cabeçadas na área rubro negra aos 37 minutos quando perderam um gol incrível!  Só aí é que o Vitória acordou com Marquinhos recuperando a vitalidade dando boas arrancadas que quase resultaram no terceiro gol.
                            Que Flamengo nada, não pagam nem o que devem a Ronaldinho!

No intervalo entrou até tal de Djavan no ataque mas nada de João Neto. Mas parece que Carpa e Cia corrigiram as falhas nas laterais e, não obstante esperar o Ipatinga, alertou que não é pedir demais os atacantes não recuarem e a agilidade nos contra ataques. O Vitória começou a todo vapor tentando decidir a partida, e aos três minutos a defesa falha para Neto Baiano fazer um belo gol de “bate pronto”. Parecia tudo garantido nos 3 X 0 mas na saída de bola Tiago Pereira perdeu o maior gol da paróquia quando Douglas deu rebote.
Aos 11 Marquinhos deu um susto na torcida caindo com o ombro no chão, mas não foi nada. E aos 12 os mineiros perderam outra chance quando o lateral bateu pra fora. João Neto entrou aos 14, e logo em cima de Gabriel, mas não fez nada. Devia estar se apresentando aos companheiros nesta partida! Quanto ao tal do Djavan só deve ser bom cantando pois nem pegou na bola.
                                             Não adianta chorar por cair de quatro!

Neto ainda perdeu um gol incrível por demorar pra chutar e pra passar a bola, e o time chegou bem na frente aos 18,19 e 20, quase saindo o quarto gol. Aos 23 entrou Giovanni no lugar de um cansado Eduardo Ramos. Seu melhor lance foi dois minutos depois ao bater uma falta que passou perto do travessão. E aos 28 entrou Ananias no lugar de Michel, que também cansou. Quatro minutos depois deu um bom chute de fora da área com a bola também passando perto do gol. Foi a hora que entrou Dinei no lugar do Neto Baiano que saiu entre aplausos (a maioria) e vaias.
Todos os que entraram se saíram bem, mas o melhor mesmo foi Dinei, que na primeira bola que pegou, passada por Tartá, deu um chute forte de fora da área que o goleiro aceitou. Era a glória, uma estreia com quatro a zero em casa. E olha que ainda dava pra ser de mais, pois o Ipatinguinha estava entregue em campo, Giovanni chutou mal aos 40, o goleiro quase toma um frangaço num cruzamento de Ananias, e Marquinhos chegou atrasado numa bola no finzinho da partida.
                                      Romário tá parecendo eu com essa dor na coluna!

Bem, vocês sabem que a torcida do Vitória é ciclo tímica. Delirou com a vitória contra o Barueri fora de casa, depois entrou em depressão com a derrota para o Criciúma. Agora está nas nuvens com a goleada no Ipatinga. Tem gente até que arrisca outra goleada na próxima terça feira quando pegamos o América de Natal, um dos líderes do certame.
Devagar com a louça. Tem que ter cuidado com o América e lembrar que cada jogo é um jogo. Vi o jogo que eles fizeram com o Guaratinguetá ganhando de dois a zero. Ele não tem nenhuma Brastemp jogando. Vá lá o tal do Junior Xuxa até que bate bem na bola, mas nem chega aos pés de Tartá, Pedro Ken, Eduardo Ramos e Marquinhos. Ganharam com muito conjunto, batendo pra valer, e não se acovardando nos contra ataques pois defendem com sete e atacam com uns 3 a 4. Quem olha só para o escore não imagina a dureza da partida, por exemplo, o segundo gol foi no finzinho, um minuto depois do Guará perder um gol debaixo da trave.
                                        Será que vem a mala da CBF pro Vitória não subir?

Eles vem ao Barradão com a mesma conversa, pra fazer o mesmo joguinho feijão com arroz, tentando jogar nos erros do Vitória. No primeiro tempo jogam mais atrás pra sair um pouco mais no segundo tempo. A torcida tem que ter calma, não vaiar o time, e gritar até o finalzinho. Um a zero está ótimo! No ano passado só entramos no G 4 a poucas rodadas do final, desta vez podemos chegar a ele na quarta rodada. Mas só chegar não adianta tem que se manter nele. E olha que a Segundona nem começou. Ou vocês pensam que os torcedores do Ceará, o Goiás, o Avaí vão se contentar com a campanha ridícula que seus times vêm fazendo?

domingo, 20 de maio de 2012

A sentença de morte no futebol

                                                   Isso tudo foi causado pelo pênalti!

O pênalti é uma das coisas que fazem o futebol ser o esporte mais apreciado. Não é à toa que Nelson Rodrigues dizia que é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube. Ontem eu estava assistindo a Globo da vida entrevistando alguns desportistas tentando forçar a barra pra comparar o pênalti a outros momentos vitais dos demais esportes.
Foi realmente uma piada de mau gosto. É que o pênalti não tem comparação com um saque no tênis, com o pulo de obstáculo no hipismo e nem sequer com a cobrança de faltas do garrafão no basquete. Nesse caso é porque dezenas destas ocorrem durante a partida o que faz perder a emoção única do pênalti do futebol.
                                        Não adianta procurar na regra não tem escapatória!

O pênalti no futebol é uma sentença de morte. A diferença é que esta pode não ser executada se o carrasco falha. Aí fica tudo por isso mesmo. Ontem eu convivi com essa curiosa sentença. Mas não estou falando do badalado Bayern Munich e Chelsea, mas de Vitória e Barueri que marcava a estreia do leão na Segundona. Não esqueço o ano passado quando deixamos de subir por apenas um ponto, e na última rodada.
Tudo bem que vocês vão dizer que é coisa de fanático, mas baiano que se preza é assim mesmo. Imaginem que a partir de maio eu esqueço o Santos, o Flamengo, o Corinthians, a Libertadores, pra só assistir “jogões de bola” como Joinville X Asa de Arapiraca, Criciúma X CRB, e outros do tipo. Foi por isso que nem dei bola pro confronto entre alemães e ingleses.
                                               O leão se coçou mas passou a primeira"

Torcedor do Vitória só tem um objetivo esse ano. Não é promoção no trabalho, ter filhos, casar ou comprar apartamento, é botar o leão pra subir. Pra isso vale qualquer sacrifício. Pra quem não sabe agente gasta uma grana danada com o futebol. Minha mulher fez as contas e anda reclamando. É que eu sou associado ao programa Sou mais Vitória e emplaquei logo o carnê mais caro, o ouro de 720 mangos, que dá direito a sentar nas cadeiras durante um ano sem pagar mais nada.
De quebra, ainda tenho que comprar o canal fechado pra ver todos os jogos, quero dizer, assistir aos do meu querido rubro negro e azarar os demais clubes. São mais 800 paus. Ela está contando ainda as 19 idas ao estádio pra assistir as partidas do Brasileirão. Ainda bem que vou com meu vizinho, o Carlos Bride, mas sai dinheiro pro estacionamento, lanche, agua, etc. Na conta dela a campanha Bote fé no leão lá em casa não custa menos do que dois mil reais por ano.

Bem, mas voltemos ao grande jogo Vitória e Barueri. Confesso que eu liguei o canal 126 preocupado. O time ia jogar com o terceiro goleiro e contratou um técnico meia boca, Paulo Cesar Carpegiani, que ia dividir o seu tempo entre o Vitória e a Seleção do Paraguai. Minha mulher até pensou que ele ia trazer alguns jogadores de contrabando.
E o pior foi quando começou o jogo, pois não se via o técnico e quem estava lá era o conhecido Ricardo Silva. Sim, é bem verdade que tinha o filho de Carpegiani. Mas, como é esse negócio Alexi Portela, contratamos o filho ou o pai? Eu fiquei uns bons minutos perguntando aos meus botões:
- Será que perdeu o voo? Que já viajou pro Paraguai?
Só quando a TV o mostrou escondido em uma dessas cabines de imprensa que eu fiquei mais tranquilo. Afinal de contas temos técnico.
                                              Quando é pênalti pode preparar a mortalha!

O Barueri não parecia meter muito medo. Afinal, ia estrear um monte de jogadores, o que compromete o conjunto. Mas sabem como é né, no futebol acontece de tudo! Ainda mais que contava com o experiente Ronaldo Angelim (ex-Flamengo e outros clubes) como zagueiro. O campo, além disso, era muito bom pra quem sabe jogar futebol. Tomara que esse seja o nosso caso.
A escalação do Vitória era (quase) o melhor que temos, com exceção do goleiro Gustavo e de Gabriel “quebrando o galho” na lateral direita.  E logo no início essa impressão se confirmou. Conseguimos correr uns cinco minutos e a bola ficou de um lado a outro do campo do adversário, mas depois o time passou a esperar o Barueri lá atrás cedendo a iniciativa pro adversário.
                                      Nem a queda do Zepellin se compara ao pênalti!

A situação durou uns quinze minutos, embora não tenha tido risco de gol, e depois a iniciativa dos times foi revezando em ruindade até o fim do primeiro tempo. O jogo ficou cozinhado no meio de campo e nem o Vitória nem o Barueri partiam pra cima, fazendo com que não houvesse, praticamente, chute a gol, a exceção de uma solitária cobrança de falta aos 34 minutos que Gustavo espalmou bem. Ô Alexi, será que o menino é o único que sabe espalmar pros lados? Porque esses Douglas e Renan que você arranjou só espalmam para a frente, bem nos pés dos adversários.
O Vitória só tinha uma jogada, passar a bola pra Neto Baiano resolver. Só que este estava isolado lá na frente, enquanto Marquinhos caía pelas pontas e Tartá jogava lá atrás como volante. Quanto aos alas nem é bom falar. Gabriel não tem o menor cacoete pra função e, do outro lado, Saci conseguia ser pior do que o personagem do nosso folclore que, pelo menos, tem uma perna. A continuar assim, não iriamos para lugar nenhum. Do outro lado, ainda bem que o Barueri pagava pelas estreias, atuando de forma bastante desentrosada.
                                           Eu já estava arrancando os poucos cabelos!

O intervalo foi fonte de preocupação lá em casa. Minha discussão com o vizinho era como melhorar o time na segunda etapa. Ele queria tirar Pedro Ken que estava sumido da partida. Aliás isso sempre acontece quando botam ele pra jogar de volante. Eu, porém, era mais cauteloso preferindo encostar Marquinhos em Neto Baiano, colocar Tartá mais á frente, e fazer subir Saci, esperando uns quinze minutos pra ver no que dava.
Saci passou a subir mais, e até Gabriel também! Tartá até que teve mais iniciativa passando do meio de campo. Mas o diabo do Marquinhos não queria encostar mesmo em Neto. Será que Carpegiani desceu aos vestiários? Nós dois achamos que ele está ouvindo muitos conselhos e precisa dirigir o time.

    
                                                       Vai Barueri pros quintos do inferno!

As “mudanças” não foram lá grande coisa mas deu pro gasto. O time recuperou a iniciativa e ficou mais com a bola durante todo o segundo tempo. Neto chutou a primeira a gol aos quatro minutos, mas a bola foi parar em Campinas. Aos seis foi a vez de Tartá, mas deu um peteleco de fazer dó.  Depois Marquinhos chegou aos oito chutando mal. Mas, se não incomodaram o goleiro, fizeram pelo menos alguma coisa!
O Vitória insistia, chegando ainda aos 11, 16 e 17 minutos com cruzamentos de Marquinhos e de Tartá, mas os caras tiravam todas. Aos vinte e cinco minutos Tartá se tornou bastante agressivo, mas bateu fraco. Parecia que o gol estava próximo, certo? Errado pois foi o Barueri que chegou dois minutos depois marcando um gol num cruzamento. Pensei que a vaca havia ido pro brejo mas, graças a Deus, o bandeirinha anotou o impedimento.
                                           Foi uma senhora cacetada do Neto Baiano!

A partir daí a torcida lá em casa foi pra acordar Carpegiani e ele colocar sangue novo no ataque ás custas de Pedro Ken. Mas o tempo passava e necas de pitibiribas. Só aos 36 minutos é que o técnico se decidiu. Imagino como deve ser difícil esse sistema de decisão. Carpegiani telefona da cabine pra Ricardo Silva (ou será para seu filho?). Tomara que a linha esteja boa. Aí os dois vão discutir a avaliação de Carpa, e, depois que chegam os três a um acordo, ocorre a modificação.
Acho que foi por isso que só aos 36 minutos o Rildo entrou. Será que ia dar tempo de alguma coisa? Mas a entrada deste caiu em cheio sobre a já cansada defesa do Barueri. Isso é que dá botar zagueiro velho. Dois minutos depois, um deles quando viu que ia ficar pra trás, sem necessidade sapecou um empurrão no nosso valente atacante e o corajoso juiz marcou pênalti.
                         Será que foi ele quem jogou um raio no avião do presidente da França!

Ah como gritamos lá em casa! Morte ao Barueri. Pulamos, nos abraçamos, surpreendendo minha mulher que fazia as contas de casa na sala e já não esperava mais nada. Os demais vizinhos da rua também sofrem pois, nessas ocasiões, cantamos a nossa felicidade também na janela.  Mas aí caímos na real.
E se Neto repetisse o jogo contra o Botafogo? Ou aquele outro do Baianão onde escorregou e mandou a bola pra lua? Mas as preocupações ficaram esquecidas quando Neto deu uma patada que goleiro nenhum poderia pegar tirando o zero do placar. O carrasco desta vez cumpriu o veredicto. Agora era só se fechar lá atrás pra garantir o triunfo. Afinal, não era possível não levar esses três pontinhos pra casa.
                                                    Olhem a cara de Neto Baiano!

Os minutos demoravam a passar, ainda tinham seis do tempo normal mais três de desconto. Não sei por que esses juízes inventam de dar tanto desconto. Gustavo ganhou uns minutinhos preciosos fazendo “cera”, mas a cena que ficou foi a de Neto mostrando o relógio. Não é que o juiz atendeu na hora terminando o nosso sofrimento?
A alegria só não foi maior quando fomos ver a tabela e percebemos que estávamos em sexto lugar. É realmente um absurdo ganhar e não estar entre os quatro. Mas o problema é que boa parte dos favoritos ganharam, Atlético Paranaense, Bragantino, América Mineiro, e ainda sobrou para Criciúma e América de Natal. Mas não há de ser nada, continuaremos ganhando e, quando entrarmos na zona não sairemos mais.
Hoje eu nem quero pensar nisso de estar em sexto nem nas duas batalhas da próxima semana contra Curitiba e Criciúma fora de casa. Quero é tomar todas a que tenho direito por essa estreia. Imaginem que mudei até o canal pra ver esse time chinfrim do Chelsea ganhar a Copa da Europa. Realmente hoje foi o dia do pênalti e da sentença de morte do Barueri.

sábado, 12 de maio de 2012

Pânico no Brasil: BA-VI na final da Copa


                                 Os baianos estão atropelando!


Hoje a postagem é dirigida aos meus mais de cinco mil visitantes de fora do Brasil. É que uma revolução tomou conta do país esta semana. É claro que não estou falando de revolução social, pois isso não tem por aqui há muito tempo. Nem também estou falando de mudanças em benefício do povo, o que não aparece há mais tempo ainda.

Estou falando da verdadeira revolução causada pela presença de dois clubes baianos nas quartas de final da Copa do Brasil, o que não acontece desde o ano em que criaram esse torneio nacional. O Vitória até que chegou umas três vezes pertinho mas acabou caindo, e o Bahia só apareceu por lá uma vezinha. Mas os dois juntos nem pensar.


Agora se segurem os brasileiros pois os baianos estão com tudo. É certo que chegaram até aqui ás duras penas. O Vitória passou pelo famoso São Domingos, do interior de Sergipe, empatando por lá e ganhando de um magro dois a zero no Barradão. O Bahia, por sua vez, eliminou o arqui-fraquíssimo Auto Esporte da Paraíba por três a zero tornando desnecessário outro jogo.

A segunda rodada não foi muito diuferente em matéria de adversários. O Bahia pegou o Remo, que não está nem na Quarta Divisão do Brasileirão, e o Vitória emendou os bigodes com o ABC de Natal. O tricolor, no entanto, perdeu lá por dois a um e só faturou mesmo em Pituaçu por quatro a zero. Enquanto isto o meu leão penava pra eliminar o time das letrinhas.

                                 Vai pegar fogo no Brasil!


Imaginem que até aos 33 minutos do segundo tempo perdia por dois a zero. Mas aí surgiu o maior artilheiro do mundol, Neto Baiano, pra virar o jogo com três gols. É certo que dois gols foram de pênaltis mas vale o mesmo não é?

Os pessimistas de ocasião vaticinaram que das oitavas os baianos não passavam, aliás como quase sempre aconteceu. Mas qual nada!Portuguesa(SP) e Botafogo(RJ) não deram nem pra melar. O Bahia armnou uma retranca e saiu da capital paulista no zero. Depois disso foi só esperar as falhas da lusa pra ganhar em Pituaçu por dois a zero.

Já o Vitória sofreu de novo. Imaginem que empatou no Barradão com o Bota e Neto Baiano perdeu uns três gols de cara com o goleiro. O artilheiro perdeu até pênalti no Engenhão mas não deu pro antigo time de General Severiano. O meu rubro negro ganhou novamente de virada, e numa noite onde só saiu gol de jogadores do Vitória. Começou com Elkesson, recentemente vendido ao Bota, e terminou com Pedro Ken e Tartá.

             Precisou Ricardo Teixeira sair pra isso acontecer!


Agora é a vez do Curitiba e Grêmio enfrentarem os baianos. Os terreiros e as igrejas estão em polvorosa. Mas pior do que eles está todo o Brasil. Imagine que o Bahia é o maior ataque do Brasil e o Vitória tem o maior artilheiro do mundo, mnaior do que Neymar e Messi.

A imprensa carioca e paulista faz o possível para ignorar os baianos. Até o técnico Mano Mene4zes fez sacanagem não chamando ninguém que joga na Bahia para a seleção brasileira. Mas de nada vai adiantar. Já pensou se der Vitória X Bahia na final da Copa do Brasil? Vai ser a maior glória depois de D. João VI que em 1808 fez questão de entrar no Brasil pela Bahia. E olhem que não adianta dizer que isso só ocorre a cada duzentos anos! Até que enfim vão reconhecer a Bahia


terça-feira, 1 de maio de 2012

A máquina infernal



Nem pensem que vou falar sobre um novo filme de desastres de Holywood pois na verdade pretendo contar minha experiência com esta máquina infernal, o automóvel.

A primeira e única vez que tive um carro foi nos anos 80. Lembro-me perfeitamente o dia em que cheguei na casa de maínha e ela me disse que resolveu tirar uma grana das suas economias para me dar de presente um carro.

Na época fiquei alegre pensando o quanto poderia economizar em matéria de tempo de deslocamentos para a minha atividade política e no trabalho. Depois é que me lembrei que não sabia "necas de pitibiribas" de como comprar um carro. Aí não teve jeito, tive que apelar para o mano Toínho para que me ajudasse nesta ingrata missão.
                               Tem tanto meio de transporte!


O dinheiro disponibilizado  por maínha não dava pra comprar um carro zero e tive que me contentar com um de segunda mão.Acho que o mano não procurou muito pois em alguns dias já me indicava o carro que eu deveria comprar.

Quando fui ver me deslumbrei, era um wolks branco, que aparentava ser novo, com volante moderno, bancos ajeitados, e o motor "em cima". Na ocasião nem reparei numas masssas que estavam num canto da carroceria. Marquei o dia de levar a grana e dois dias depois saía da casa com o cara pra deixar o veículo na garagem da casa de maínha.

                                               Ah desgraça!


O próximo passo foi aprender a dirigir. Me indicaram um cara que cobrava pouco e saímos durante quase um mês. Ele pegava o wolks e ia até a Paralela e largava o carro em minha mão para quie eu dirigisse. Rapaz, era o maior sufoco. A Paralela de então não era a mesma de hoje, mas, mesmo assim, passavam por alí muitos automóveis. Eu ficava pensando com meus botões:

-Porque esse cara escolheu a Paralela?

Era um desespero, eu apontava o volante para a frente e ia em linha reta até onde o proferssor mandava parar. O pacote das aulas incluía o treinamento do exame do DETRAN. Aí, uns quinze dias depois, começamos a treinar no próprio local onde o órgão fazia os exames. Se meu professor ajudou alguma coisa foi nisso. Ele sabia o trajeto que os candidatos a motorista seguiam, onde seguiam em reta, as ladeiras que subiam, as ladeiras que deciam, e me ensinou até cuspir enfiar o carro em uma vaga.

                            Olhem aí como fazer na hora do rush!


Foi assim que, quando chegou o grande dia do teste, nem pestanejei, entrando na vaga de primeira. No entanto, sofri com a minha mentalidade contra a ordem ao fazer o teste. É que não sabia que tinha que levar comigo um instrutor do DETRAN.

Pô, o cara não tinha a menor civilidade. Primeiro, entrou no carro sem sequer me dar bom dia, e foi logo mandando arrancar. É certo que seguiu o mesmo intinerário que eu estava useiro e vezeiro de percorrer. Fiz tudo muito bem, inclusive a fatídica "meia embreagem! ao subir uma ladeira. No entanto, já no final, quando eu descia uma ladeira, ao ver que não tinha nenhum carro chegando, não parei, somente sinalizando e virando á direita para prosseguir.

Fiquei puto quando soube que o cara me reprovou. Foi uma sacanagem! Fiz tudo certo, e o cara me reprovou apenas pela teoria. É que SE houvessem carros passando eu teria que parar, acender a seta, esperar, e somente após, continuar dirigindo.Passei vários dias pensando o que é a hipocrisia. Só depois é que compareceria de novo ao DETRAN para marcar novo exame.

                                  Pô, esse aí é derrubado!


Mas desta vez não dei bobeira. Treinei a morrer o trajeto do exame, fui lá até na véspera, ensaiar na fatídica ladeira. Quando chegou a hora não cacei conversa, parando no fim da descida para esperar o carro fantasma que não veio, enquanto acendia a luz, e virava a cabeça para a esquerda para fazer teatro, e cruzar garbosamente o disco de chegada com a aprovação na mão.

Ufa, já era motorista com carteira. Faltava no entanto ser confirmado pelo transito infernal. Voces podem até dizer que naquele tempo era mole, mas não era nada disso não.Tudo bem, só haviam uns 10% dos carros de hoje, mas foi aí que começaram a aparecer os problemas do carro que o mano não tinha visto.

Só pra encurtar a conversa e não chatear voces, em dois anos o meu carro "bateu motor" umas duas vezes e quebrou a caixa de marchas outras duas. Minha distração fez o resto. Nesse tempo bati o carro três vezes. A primeira foi por olhar uma moça de biquini na Barra quando mbati no carro da frente. A batida foi mansa, o problema foi realmente a mulher que viajava no bando da frente e que fez o maior escândalo.

                                             Porque não?


A segunda foi quando subia o Viaduto do Canela, e fiz uma curva muito aberta na ladeira propiciando a que um carro se chocasse violentamente contra meu paralamas esquerdo.Foi o maior "pega-pra-capar". Conferi rapidamente meus estragos percebendo que não foram tantos, apenas alguns amassos. Com o meu oponente, porém, as coisas foram bem diferentes.

O cara desceu do carro, olhou seu estrago(tinha ficado bem mal)e choramingou:

-O que é que vou dizer a meu pai!  

Foi aí que eu, que estava pensando quase o mesmo(só que era em relação a mainha), acordei, percebendo que a situação dele era pior do que a minha. Pra judiar do cara pedí-lhe a carteira, oi que fez com que voltasse para o carro e disparasse ladeira abaixo.

                                  Até um disco voador serve!


A última batida foi na Federação, quando eu, inadvertidamente, tentei fazer uma curva á esquerda numa curva, e o cara me pegou de cheio quase entrando porta adentro.Na oportunidade o cara fez o maior fuzuê, não deixando sequer que eu tirasse o carro para esperar a perícia.

Esta até hoje está vindo, tendo o cara que se conformar com a ida até a casa dos meus pais onde teve umna dura conversa com o velho.É que eu disse que levaria o carro para a minha oficina(e não a dele) e só podia pagar o conserto á prestação. Acho que meu pai acabou aceitando a proposta do cara, senão não sei o que aconteceria.

Dois anos depois, após três batidas, uma quantidade inenarrável de problemas, eis que o carro "morrer" na porta do cemitério mdo Campo Santo na Federação. Justo na hora que eu fui dar uma contramão para ultrapassar um onibus!

                                        Sai da frente!


Tentei ainda fazer o último conserto no carro. Mas quando cheguei á oficina(que ficava numa ladeira do Barbalho) não pude sequer entrar pois os freios faltaram na hora.Foi a gota dagua! Desci ali mesmo a ladeira e fui bater na Ilha do Rato, um reduto tradicional de venda de carros.

Fui chegando e me dirigindo para o primeiro corretor que encontrei:

- Quanto é que voce dá neste carro?

- Sete mil cruzeiros.

-Pode levar.

Foi assim que acabou a era do carro para mim. Passaram-se, desde então, mais de trinta anos, e nunca mais quiz saber desta pérfida invenção do ser humano, o automóvel. No início, quando falava que não tinha carro, era olhado com pena, quase com piedade:

                            Esta está estourando na Europa!

-Não se preocupe, um dia voce vai ter também.

O tempo passou e a indústria do automóvel tornou a vida urbana insuportável. Salvador vai ter ao fim deste ano quase um milhão de automóveis. Não há uma hora do dia e local da cidade onde não haja congestionamentos absurdos. Muitos taxistas deixam de trabalhar entre as 17 e as 20 horas para fugir do rush.

Quanto a mim continua a propaganda contra os carros, conversando particularmente com o pessoal que dirige o meu transporte favorito, o taxi. Mas agora ninguém mais faz cara de pensa, ao contrário, fica admirado com a minha "coragem".  Muitos querendo adotar o mesmo caminho, usar motocicleta, aderir á bicicleta, ou falar mal do metrô que nunca termina.

Acho que a "máquina mortífera" está com os dias contados.

domingo, 22 de abril de 2012

De provas e desastres



Esses dias só tenho corrigido trabalhos. É que, depois de quase três anos aposentado voltei a ensinar e estou me vendo doido. Há mais de uma semana a faculdade Jorge Amado realiza provas para os seus ciclos dos cursos superiores tecnológicos onde eu ennio três turmas, num total de duzentos alunos. Mas eu tinha de piorar a situação.

É que, inconformado com o rendimento dos alunos na escrita e preparação de trabalhos acadêmicos dei pra corrigir cada trabalho mais de uma vez. Eles me entregam, eu faço as correções dando uma nota provisória, e lhes devolvo para que eles consertem dando outra nota. Xomo isso não tem limites tem aluno que já me entregou umas cinco vezes o trabalho.

Agora, imaginem isso multiplicado por duzentos alunos, e durmam com um barulho desses. Depois de duas semanas neste lufa lufa cheguei a passar mal na quarta feira ficando tonto na sala de tanto corrigir trabalhos.

                                     Ah como faz falta um joguinho!


Mas hoje jurei que ia tirar uma folga. Coincidiu com o início das finais do glorioso campeonato baiano. O Vitória ia pegar o Feirense, em partida transmitida pela TV, e o Bahia jogaria contra o Vitória da Conquista, ambos no interior do estado.

Acordei tarde,queria ficar "de bobeira" a manhã toda. Só não consegui porque Cybele me arranjou um supermercado pra fazer. Mas bastou pisar em casa de noite pra vir pro computador botar meu blog e meus programas de WEB TV em dia. Passei o almoço na festa de aniversário do nosso sobrinho Tiago de onde voltei correndo pra casa em cima da hora do jogo.

                                  Foi porrada nos dois!


O Vitória tinha no domingo passado dado de seis a um no Feirense no Barradão, mas eu estava desconfiado do resultado. Será que o Feirense enganou a todos nós? Afinal, não tinha tomado goleada de ninguém e acabou a primeira fase em terceiro lugar, somente quatro pontos atrás do Vitória.Imaginei, portanto, que a partida seria bem diusputada.

O jogo,no entanto, foi uma verdadeira droga. Os times passaram todo o primeiro tempo "se estudando". Acho que se estudaram mais do que meus alunos. Enquanto isso nosso arquirrival passava pela mesmoa situação em Conquista.

Foi no segundo tempo que vieram as emoções. Lande a gol praticamente nenhum. O nosso técnico Ricardo Silva, que há três semanas é provisório, dormia a sonmo solto no banco sem ver que Rildo e Lúcio Flávio não produziam nada e nossos alas eram de brincadeira. Aí saiu o gol do Conquista pra satisfação de qualquer bom rubro negro.

    Mas não tem nada não, no domingo que vem nos vingamos!


Para a nossa satisfação, o Bahia começava as finais com um desastre, embora houvesse ainda a partida de volta em Pituaçu. Foi aí, então, que o Feirense começou a ter mais volume de jogo consegindo acordar até o nosso treinador. As mudanças feitas por este, porém, levaram o time para a defesa.

O Feirense, então, veio para cima, colocando três atacantes, e o Vitória passou por verdadeiro sufoco, a bola nem conseguia chegar no nosso ataque. Ricardo botou até o meia Tartá pra marcar o pessoal do Feirense. Quando o Vitória não mais ultrapassava o meio de campo ele decidiu colocar um atacante, o Dinei, que só veio passear na Bahia.

                      Nem Woody Allen seguraria tanta fossa!


Mas aí já era tarde, pois o time já não conseguia mais segyurar o Feirense. E foi aos 43 miunutos, que um atacante recebeu livre um passe dentro da área e chutou pra fazer o gol sem sequer ser incomodado pelos nossos zagueiros". Uma desagraceira no caminho da feira.

Nunca se viu desastre maior nas finais de um campeonato baiano. Quem pensava que ia dar, tranquilamente, a dupla BA-VI mais um,a vez nas finais, colocou as barbas de molho. Será que vai dar Feirense X Conquista?

domingo, 8 de abril de 2012

O estupro do Supremo Tribunal

              E depois tem gente que ainda fala dos juízes de futebol!

Gente, juro que estava aqui na minha só pensando na próxima crônica sobre futebol que eu iria postar pra vocês. Mas no Brasil as coisas não são bem assim, pois todo o santo dia aparece uma questão horrososa para tratar. Desta vez foi uma decisão do vetusto Supremo Tribunal de "Justiça" brasileiro.

Tenha a santa paciência! Não bastasse tanta campanha pelos direitos das mulheres e das crianças. Não bastasse tanto dinheiro gasto combatendo o turismo sexual. Não bastassem tantos congressos e publicações repudiando os atos contra elas. E, como se não bastasse, as leis, convenções e normas internacionais classificando esses comportamentos como criminosos, inafiançaveis e degradantes.


                                 Oh Eliana o que é isso?



Pois não é que isso nada adianta? É que um órgão superior, da envergadura do Supremo Tribunal de Justiça, o mais alto do gênero do judiciário brasileiro, resolveu liberar geral os estupros e legalizar a prostituição infantil com a sua decisão de considerar inocente um homem acusado de estuprar três meninas de doze anos de idade.

E olhem que o órgão não estava sozinho, acompanhava a decisão do tribunal paulista. O acordão deste considerou que "as vítimas, á época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas á respeito do sexo".Uma piada de mau gosto. Imaginem que deveremos cobrar das crianças vitimadas por estupros agora que nada tenham conhecimento desta matéria para poder condenar os agressores! Afinal de contas quem está sendo julgado é o agressor ou a vítima?


               Parece o Titanic mas não é não, é o STJ afundando!


O caso foi parar no Supremo que só deu a decisão após dez anos, como tudo no Brasil. E por mais incrível que possa parecer foi uma mulher, a relatora e ministra Maria Thereza Assis Moura, que instrumentou a esdrúxula decisão do órgão. Para ela,  "não me parece juridicamente defensável continuar preconizando a ideia da presunção absoluta a fatos como os tais SE A PRÓPRIA NATUREZA DAS COISAS AFASTA O INJUSTO DA CONDUTA DO ACUSADO".

Esta interpretação dos juízes reflete a absoluta falência das nossas instituições que se colocam inteiramente fora da realidade. Os órgãos do judiciário brasileiro tem servido de chacota por todo o mundo por outras decisões e imaginem por esta! É que os respeitáveis ministros mostram um profundo preconceito contra as mulheres e banalizam a prostituição infantil.

                  Com essa só me jogando do meu prédio!

Não examinaram o crime mas a conduta pregressa da vítima. E, se foram buscar a prática da prostituição destas crianças, usaram isto para eximir de culpa o agressor. Se isso servir como jurisprudência( um juljamento ser estendido a casos semlehantes) qualquer pessoa poderá abusar de menores á vontade, desde que esses tenham tido algum contato anterior com o sexo, caso em que não seriam mais "inocentes e desinformadas". O estupro então, só será considerado se a própria criança provar que não sabe onde são os órgãos sexuais e para que servem!

Mas a jurisprudencia não fica restrita a esses casos podendo mesmo estender-se aos casos de agressões contra mulheres e prostitutas. A prática de sexo ativo anterior a um caso de agressão sexual criaria os conceitos jurídicos de "justo estupro" e "injusto estupro"? Isso poderá servir como atenuante ou até ser considerado como "injusta provocação ao estuprador"?

              Nossa, essa aí para o Supremo já é "escolada" em sexo!


Qualque advogado poderia fazer mil ilações sobre as consequências desta resolução do STJ que, por certo, deverá entrar no Livro dos Recordes de decisões exdrúxulas de tribunais. E o mais estranho é que ocorreu justamente no dia em que o Ministério da Justiça solicitou a blogs a retirada de matérias que associem o Brasil ao turismo sexual!